UFC
Jon Jones revela que não treina desde 2024 e reforça clima de aposentadoria: “Vim, vi e venci”
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por
Gaspar Bruno
No início da semana, Jon Jones revelou que houve um acordo feito nos bastidores entre ele, Tom Aspinall e o UFC. Como não poderia deixar de ser, o posicionamento do americano aumentou a expectativa dos fãs para a possível superluta entre os campeões do peso-pesado. Mas ao que tudo indica, o trato feito de maneira privada entre as partes não tem a ver com a realização do combate em si, e sim com a manutenção da atenção do assunto enquanto um desfecho não é revelado. Na madrugada desta sexta-feira (6), ‘Bones’ novamente deu fortes indícios que tal resolução tende a ser o anúncio de sua aposentadoria como lutador profissional.
Através de suas redes sociais (veja abaixo ou clique aqui, aqui e aqui), Jones, como de costume, respondeu a alguns questionamentos de seus seguidores, que buscam respostas sobre seu futuro. Direto ao ponto, o americano voltou a bater na tecla de que sua intenção já foi compartilhada com a alta cúpula do Ultimate – que, aparentemente, optou por deixá-lo no posto de campeão da categoria para aumentar a exposição da marca e, consequentemente, do possível embate com Aspinall.
“Conversei com o UFC há muito tempo sobre quais meus futuros planos eram. Eu não treino desde a última luta, em Nova York. Acho que é do interesse do UFC continuar me apresentando como o campeão da organização, e não o Tom. Tenho feito o papel de rosto da empresa sem fazer nada, mantendo minha posição. E sendo sincero, tem sido muito lucrativo. Fiz mais dinheiro com o Tom sendo campeão interino do que o próprio Tom. É uma pena ver o resto da categoria ser travada dessa forma, mas isso não tem nada a ver comigo. Eu não dou as cartas”, explicou o veterano.
Vim, vi e venci
Além de se eximir da responsabilidade de ‘travar’ a categoria, Jones ironizou o comportamento de Aspinall que, frequentemente o ataca virtualmente, mas quase nunca provoca outros nomes dos pesos-pesados. E sobre os inúmeros pedidos para que o UFC retire seu cinturão – campanha que virou petição online com milhares de assinaturas -, o americano fez pouco caso, dando a entender que ele próprio abriria mão do objeto de valor, se fosse necessário.
“Essa é uma opinião interessante (tirar o meu cinturão e o do Tom). M***, tenho 37 anos agora. Meu corpo dói em todos os lugares, sendo sincero. É engraçado como o menino Tom não fala m*** alguma para os caras da própria geração dele. Mal menciona o nome deles. E lembrem-se, vocês não podem retirar (o cinturão) de um cara como eu. A essa altura, eu cedo o cinturão livremente. Vim, vi e venci”, destacou o americano.
Aos 37 anos, Jon Jones é dono de um cartel no MMA profissional de 28 vitórias, uma derrota – por desqualificação em uma luta que dominava – e um ‘no contest’ (luta sem resultado). Ex-campeão dos meio-pesados (93 kg) e atual dono do cinturão dos pesos-pesados, o americano é apontado de maneira quase unânime como o ‘GOAT’ da modalidade. Dado o status atingido, os fãs anseiam vê-lo novamente em ação. Mas resta saber se isso, de fato, está nos planos de ‘Bones’.
I spoke to the UFC a long time ago about what my future plans were. I haven’t really worked out since my last fight in New York City. Honestly, I believe it’s been in the UFC’s best interest to keep presenting me as the company’s champion—not Tom.
I’ve just been playing the role… https://t.co/u3w6V932pu
— Jonny Meat (@JonnyBones) June 6, 2025
There’s an interesting take! Shit, I’m 37 years old now. My body hurts everywhere if I’m being honest. Funny how Tommy boy talks zero shit to the studs of his generation. Barely even mention their names. https://t.co/ruDCrZ4jcX
— Jonny Meat (@JonnyBones) June 6, 2025
And remember, you can’t strip a guy like me at this point I give the belt up freely. Veni, vidi, vici. ?
— Jonny Meat (@JonnyBones) June 6, 2025
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Natural do Rio de Janeiro, Gaspar Bruno da Silveira estuda jornalismo na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Fascinado por esportes e com experiência prévia na área do futebol, começou a tomar gosto pelo MMA no final dos anos 2000.