UFC
Derrota antiga vem à tona e coloca em xeque invencibilidade de Michael Morales no MMA
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por
Neri Fung
Um dos mais promissores lutadores da atualidade, o equatoriano Michael Morales viu seu nome ser envolvido em uma polêmica esportiva na noite da última terça-feira (6). Isso porque, através de uma denúncia recebida pelo site especializado ‘Tapology’, foi descoberta uma derrota antiga sofrida pelo meio-médio (77 kg) do UFC, quando ainda dava seus primeiros passos no MMA, e que coloca em xeque seu cartel, que até então apontava sua invencibilidade na modalidade.
O caso ocorreu em 2017, durante a participação do prodígio em um reality show equatoriano chamado ‘Última Pelea’. Depois de vencer seu combate de estreia no programa, ainda como menor de idade, Morales – já com 18 anos – acabou sendo derrotado pelo compatriota Ricardo Centeno, por finalização, em sua segunda luta na organização (veja abaixo).
Logo nos primeiros segundos do embate, previsto para ser disputado em dois rounds de cinco minutos cada, Morales aplica uma queda no rival, caindo por cima no chão. Porém, Centeno encaixa um triângulo por baixo e, auxiliado por uma sequência de socos, colocou o prodígio equatoriano para dormir, decretando a derrota do agora lutador do UFC.
Nenhum dos dois confrontos disputados pelo top 5 do UFC no ‘Última Pelea’ faziam parte do seu cartel profissional, que contava, até então, com 19 vitórias e nenhuma derrota. Agora, entretanto, após analisar os registros das lutas de Morales no reality show, o triunfo e o revés passam a fazer parte do currículo do equatoriano no site ‘Tapology’.
O que dizem os organizadores do show?
Através de comentários publicados nas redes sociais (veja abaixo), Eduardo Filippini e Nacho Lorduguin – identificados como organizadores do reality show ‘Última Pelea’ – negaram veementemente que as lutas disputadas no programa pudessem ser consideradas oficialmente profissionais. De acordo com os dois, os atletas e a organização sempre trataram os combates realizados no show como uma exibição.
“No reality, eram lutas de dois rounds com duração de dois minutos. Eram lutas de exibição e ninguém que fez o Última Pelea registrou essas lutas (oficialmente no cartel). Obviamente, quem está fazendo isso é alguém muito mal intencionado, mentindo e mudando a realidade. Não vamos dar palco a essas ações que só prejudicam o esporte e a carreira do maior expoente que tem o Equador neste esporte, e provavelmente a América Latina inteira”, disparou Eduardo Filippini.
“O Última Pelea foi concebido sempre como um reality show com lutas de exibição. Escolheram uma luta arbitrariamente e a registraram (como oficial) sem consentimento ou conversa prévia com nenhum dos organizadores. É pura má intenção. As lutas em ‘UP’ foram de exibição”, comentou Nacho Lorduguin.
Divergência de opiniões
Na internet, as opiniões sobre o assunto ficaram divididas, inclusive entre veículos especializados. Enquanto o ‘Tapology’ acrescentou a derrota ao cartel de Michael Morales nos seus registros, o ‘Sherdog’ – outro site com credibilidade e que é utilizado como fonte de pesquisa sobre o passado dos lutadores – optou por manter o currículo do equatoriano intacto, sem acrescentar sua derrota no reality show ‘Última Pelea’.
?? ❌ A video of Michael Morales losing by triangle choke in R1 0:36 seconds into the fight.
This was the second fight of his pro MMA career back in 2017 — and remains the first and only loss of his career. pic.twitter.com/vY62I7FtWU
— Home of Fight (@Home_of_Fight) January 7, 2026
Update on the Tapology record for welterweight phenom Michael Morales. While Morales had been listed up to this point as undefeated as professional, we have added 1 additional professional win and 1 additional professional loss from the start of his career.
— Tapology (@tapology) January 7, 2026
Los organizadores del reality Última Pelea donde Michael Morales perdió aclaran que esos combates fueron de exhibición. pic.twitter.com/KvAOkx9JZA
— Daniel Novillo (@mmafanecuador) January 7, 2026
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Nascido em Niterói (RJ), Neri Fung é jornalista e apaixonado por esportes desde a infância. Começou a acompanhar o MMA e o mundo das lutas no final dos anos 90 e começo dos anos 2000, especialmente com a ascensão do evento japonês PRIDE.